ACARI NEWS: EDIÇÃO “EU VOTEI, MAS NÃO LI”

Tem eleitor que trata política como quem escolhe sabor de sorvete: vê uma embalagem bonita, escuta duas frases de efeito e pronto — “é de direita!”. Se o candidato aparece com discurso de família, Deus e liberdade, acabou a investigação. Programa de governo? Nem abriu. Histórico político? Desconhece. Vota primeiro e pesquisa depois — quando pesquisa.
Aí vem a parte maravilhosa: o sujeito passa a campanha inteira dizendo que está elegendo alguém “contra a esquerda”, mas descobre depois que o escolhido tem um histórico bem diferente do discurso vendido na eleição. E quando alguém aponta a contradição, surge a clássica resposta: “Mas ele falou que era de direita!”. Pronto. A ciência política brasileira acaba de ser reduzida a uma etiqueta colada na testa do candidato.
No fim, não faltou informação. Faltou vontade de procurar. Política não é concurso de simpatia, nem campeonato de frase bonita. Quem vota sem conhecer o passado, as alianças, as posições e o histórico de quem pede seu voto não está sendo enganado sozinho — está também facilitando o trabalho de quem sabe exatamente como vender uma fantasia eleitoral.
Com informações do Repórter Acari, aguardando os arrependidos começarem a se manifestar, direto do Fundo do Rio.





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